A LUNDA DE CASTRO SOROMENHO: Alegorias de um Império Ido (1930-1968)
Palavras-chave:
Castro Soromenho, biografia, Angola, ColonialismoSinopse
O objetivo deste trabalho foi o de analisar a obra do escritor português Fernando Monteiro de Castro Soromenho (1910-1968), compreendendo que as especificidades do mote temático único da obra deste escritor – a Lunda, região nordeste de Angola – se apresentam como alegorias do colonialismo português do século XX. A despeito da obra deste escritor português estar voltada para temas e questões relativas à Lunda Angolana, lemos e interpretamos a obra de Castro Soromenho como uma longa narrativa de uma dupla morte anunciada, parafraseando aqui o título do romancista colombiano Gabriel Garcia Márquez. A dupla morte a que me refiro, e que desde o início da obra deste escritor começa a ser anunciada, é a morte da cultura tradicional africana que o colonialismo europeu destruirá, como também a morte de um sonho. Este sonho é o de uma África portuguesa que a literatura funcionará como uma escora para paredes velhas e desaprumadas, que mais dia menos dia um sopro de realidade destruirá. Esta realidade com a qual o colonialismo português não conseguiu lidar estava ligada tanto às dificuldades do Estado Português em reconhecer suas limitações de nação colonial, como também à luta pela autonomia política das nascentes “nações” africanas a partir da década de 1950.
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